#CoronaNasPeriferias: coalizão periférica organizada para informar sobre pandemia 1 40

Crianças brincando com máscaras de sacola em periferia da cidade de São Paulo. Foto: Lucas Quinttino

Jornalistas de favelas e periferias em diversos estados do Brasil lançaram, na última semana, uma carta aberta que concentra esforços para informar seus territórios sobre ações relacionadas à prevenção da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O grupo, articulado exclusivamente através de ferramentas online, alerta que medidas adotadas pelos governos federal, estaduais e municipais para conter o avanço da doença não contemplam a realidade dos moradores de favelas e diversas periferias do país.

“Vamos começar pelo básico: lavar as mãos! Esta tem sido uma recomendação amplamente divulgada. Como é possível que isso seja realmente feito a fim de evitar a contaminação se a quebrada e a favela estão sem água. O governo e várias organizações indicam o isolamento social como o principal meio de prevenção da doença. Isso não é permitido à nossa realidade!”, escrevem na carta.


  • Crianças brincando com máscaras de sacola em periferia da cidade de São Paulo. Foto: Lucas Quinttino

Crianças brincam usando máscaras feitas de sacolas plásticas em São Mateus, periferia de São Paulo – SP. Foto: Lucas Quintino.

Confira a íntegra da carta da coalizão periférica:

Estamos diante de uma pandemia. A palavra ainda soa estranha para muita gente e tudo que ela carrega por trás também.

Covid-19, o que todos conhecemos por coronavírus, chegou ao Brasil e seus efeitos são reais. Há infectados, há mortos.

Para conter maiores problemas os governos federal, estadual e municipal – muito timidamente ainda – têm divulgado e estabelecido uma série de ações às quais a população inteira do país precisa se submeter.

No entanto, mais uma vez, as favelas, periferias, guetos, quilombos, sertões e toda população à margem está à mercê da sua própria sorte.

Vamos começar pelo básico: lavar as mãos! Esta tem sido uma recomendação amplamente divulgada. Como é possível que isso seja realmente feito a fim de evitar a contaminação se a quebrada e a favela estão sem água.

O governo e várias organizações indicam o isolamento social como o principal meio de prevenção da doença. Isso não é permitido à nossa realidade!

A periferia é a empregada doméstica, o porteiro, o motorista de app, o entregador, o trabalhador informal que precisa estar no busão e no metrô vendendo seus produtos para levar renda pra dentro de casa ou o comerciante local que não pode suspender suas atividades.

O quanto nossos patrões estão dispostos a seguir os passos que a humanidade pede e permitir que cada um destes profissionais pratique o isolamento e mesmo assim pagar seus salários?

Ficar em casa, se isolar, não pode ser sinônimo de falta de renda. Se for assim, como garantir que a população periférica consiga comprar sequer um álcool em gel para ajudar na prevenção da contaminação? Se o governo vai ajudar os grandes empresários a não quebrar, vai ajudar ao favelado pagar suas contas também? Vai ajudar a senhora que vende guarda-chuva na esquina a não quebrar?

O foco agora é fazer o máximo de esforço para se conter a disseminação da doença. É tentar fazer com que o número de infectados possa ter atendimento hospitalar gradualmente e, ao mesmo tempo, evitar um colapso no Sistema Único de Saúde (SUS), tão negligenciado e abandonado pelo poder público, mas tão necessário e um marco no enfrentamento a tudo que ainda está por vir para conter o Covid-19, o coronavírus. 80% dos usuários do SUS são pretos e pretas.

Diante de tantas recomendações, a periferia – mesmo sendo a mais afetada -, ainda não está conseguindo participar e se informar como realmente precisa. Precisamos saber apontar caminhos que realmente levem as nossas realidades em consideração.

É aí que entramos. Nós, comunicadores periféricos e periféricas de várias partes do país, estamos juntando esforços para colaborar com informações precisas e que realmente consigam alcançar os nossos. Precisamos saber informar nossas crianças, nossos jovens, nossos idosos, nossos pais, mães e familiares. De nós para os nossos!

Assim, lançamos uma coalizão nacional de enfrentamento ao coronavírus através da frente

#CoronaNasPeriferias

Assinam esta carta:

  • Priscilla Castro – Coletivo Nós por Nós (GO)
  • Marcelo Vinícius – Coletivo Duca (DF)
  • Tony Marlon I Campo Limpo, SP
  • Thiago Borges I Periferia em Movimento, Grajaú, SP
  • Thais Siqueira – Desenrola E Não Me Enrola, Jardim Ângela (SP)
  • Ronaldo Matos – Desenrola E Não Me Enrola, Jardim Ângela (SP)
  • Mariana Belmont, Parelheiros, SP
  • Simone Freire -Alma Preta / Preto Império – Brasilândia (SP)
  • Dimas Reis – Preto Império – Brasilândia (SP)
  • Wallace Morais – Vozes das Periferias (SP)
  • Cesar Gouveia – Vozes das Periferias (SP)
  • Antonio Benvindo – Instituto Cultural Coletivo Semifusa/Ribeirão das Neves (MG)
  • Buba Aguiar – Coletivo Fala Akari (RJ)
  • Pedro Stilo – Coletivo pão e tinta / Jornalistas livres (PE)
  • Tainá Oliveira Barral – Na Cuia Produtora Cultural (PA)
  • Kalyne Lima – Vila Manoel Satiro – Jornalistas livres (CE)
  • Ingrid Farias – Brasília Teimosa – Escola Livre de Redução de Danos (PE)
  • Bruno Sousa – The Intercept Brasil – Favela do Jacarezinho (RJ)
  • Pedro Borges – Alma Preta (SP)
  • Raull Santiago – Coletivo Papo Reto (RJ)
  • Gizele Martins – Coletivo MARÉ 0800 (RJ)
  • José Cícero – DiCampana Foto Coletivo (SP)
  • Lucas Barbosa – Usina de Valores (RJ, SP, BA, PE)
  • Marcela Lisboa – Naya\ Usina de Valores (RJ, SP, BA, PE)
  • Francisca Rodrigues – Paraisópolis (SP)
  • Bruna Hercog – CBCOM e Rede ao Redor (BA)
  • Adriana Gerônimo – JBD Lagamar – Fortaleza (CE)
  • Rebeca Motta – Jornal Embarque no Direito – Jd. Ângela ( SP)
  • Rosalvo Neto – Instituto Mídia Étnica / Correio Nagô (BA)
  • Wellington Frazão – Periferia em Foco – Belém do Pará (PA)
  • Gisele Alexandre – Agência Mural de Jornalismo das Periferias (SP)
  • Renato Silva – Favela em Pauta (RJ)
  • Alex Hercog – CBCom (BA)
  • Lucas Abreu Antonio – Jaçanã (SP)
  • Rick Trindade – Itabuna (BA)
  • Clara Bispo – Movimento Pela Paz na Periferia: Família MP3 – Teresina (PI)
  • Riviane Lucena – Embarque no Direito (SP)
  • Jéssica Moreira – Nós, mulheres da periferia (SP)
  • Jefferson Barbosa – PerifaConnection – Voz da Baixada (RJ)
  • Michel Silva – Fala Roça (RJ)
  • Daiene Mendes – Favela em Pauta (RJ)
  • Tiê Vasconcelos – Voz das Comunidades (RJ)
  • Biatriz Santos – Coletivo de Juventude Negra Cara Preta – Camaragibe (PE)
  • Rodrigo Gonçalves Benevenuto – Coletivo Salve Kebrada (SP)
  • Lola Ferreira – Magé, Baixada Fluminense (RJ)
  • Amanda Pinheiro – Fala Roça – Rocinha (Rj)
  • Eloi Leones – data_labe – Rio de Janeiro
  • Marcelo Rocha – São Paulo, na visão dos cria – Mauá (SP)
  • Mirian Fonseca- Lauro de Freitas –
  • CBCOM (BA)
  • Anderson Meneses – Agência Mural de Jornalismo das Periferias (SP)
  • Muller Silva – ONG Interferência (Capão Redondo – SP)
  • Mariana Assis- Voz das Comunidades (RJ)
  • Yane Mendes – Rede Tumulto – Recife (PE)
  • Natália Bezerra – Recife (PE)
  • Taís Sales de Moraes – Cine e Rock – Rio das Pedras (RJ)
  • Walter Oliveira da Silva – Coletivo Jovem Tapajônico – Caranazal, Santarém (PA)
  • Gabriel Santos – Movimento Afronte – Projeto Alternativo para Meninas e Meninos de
  • Rua – Erê – Vila Brejal, Maceió (AL)
  • Jusciane Rocha – Belém (Pa)
  • Naldinho Lourenço – LABirinto Agência Maré (RJ)
  • Aline Rodrigues – Periferia em Movimento (SP)
  • Jessica Ipolito – Revista Afirmativa – Salvador (BA)
  • Anisio Borba – LABirinto Agência Maré (RJ)
  • Lívia Lima – Nós, mulheres da periferia (SP)
  • Enderson Araujo – Mídia Periférica (BA)
  • Juliana Pinho – LABirinto Agência Maré (RJ)
  • Andreza Delgado – Capão Redondo São Paulo
  • Wesley Teixeira – Morro do Sapo na Baixada Fluminense (RJ)
Abraça o papo: apoie o Favela em Pauta

1 Comment

  1. ontem fui fazer Vista em um Cond minha casa minha vida e fiquei preocupada muitas pessoas sentadas e nenhuma preocupação as crianças brincando percebi que eles não estão acreditando o triste é ter que ter um caso próximo para acreditar,o quê fazer?

O dia dos namorados de casais pretos durante a pandemia de Covid-19 0 47

Para uns, uma data comercial para aumentar as vendas de produtos e serviços. Para outros, uma oportunidade de celebrar o amor. A verdade é que boa parte dos casais aproveitam o dia dos namorados, 12 de junho, para comemorar seus relacionamentos. 

Jantar romântico em algum restaurante, aquele presente que o parceiro ou a parceira tanto sonha, ou uma viagem no final de semana. Todos esses são presentes comuns nessa data, mas, a pandemia do novo coronavírus veio de forma inesperada nos colocando em quarentena. Dessa forma, todos (ou quase todos) os planos para o dia dos namorados tiveram que ser reformulados. 

A solidão é uma realidade cruel na vida de muitos pretos e muitas pretas. Mas há também quem encontre o amor e viva uma relação mono racial( relação de dois indivíduos da mesma raça/etnia). 

Mas como será que esses casais pretos vão passar o dia 12 de junho?

O estudante de jornalismo, Renato Rodrigues (27), conheceu sua namorada, Bruna Sousa (22), estudante de design de moda, em uma rede social. Bruna conta que eles estavam assistindo uma transmissão ao vivo de um evento que deveria acontecer presencialmente, mas que devido a pandemia de Covid-19 não foi possível.  “Ele me viu nessa live e logo me seguiu, reagiu a um story que postei e eu respondi de volta. A conversa acabou se desenrolando e desde então nunca mais paramos de conversar”, completa ela. 

O relacionamento dos dois acabou de completar um mês, ou seja, começou enquanto já estávamos em quarentena. Eles confessam que durante esse tempo só se viram pessoalmente uma única vez, e tem sido um tanto quanto difícil manter uma relação que está no começo, apenas por meio virtual. “Olha, é chato no sentido que você quer estar ali com a pessoa, cheirando, conversando, brincando, fazendo coisas juntos”, explica Renato. 

Paciência, atenção e amor são as fórmulas que eles dizem usar para reinventar a relação, já que a vontade de estar juntos fisicamente é grande, mas diante do momento que vivemos, isso não é possível. “Todo dia nos falamos, conversamos de tudo, desde sobre o dia, memes e fofocas. Tentamos manter uma rotina de falar por ligação pelo menos duas a três vezes na semana, pra matar a saudade de ouvir a voz e ver o rostinho um do outro”, confessa Bruna. 

A engenheira metalúrgica, Krishna Alcântara (23), namora o produtor cultural, Rafael Oliveira (23). Os dois se conheceram em um bar, trocaram olhares e depois engataram numa conversa, que acabou não se prolongando por muito tempo. Mas, voltaram a se falar nos dias seguintes e tudo fluiu até que começaram a namorar.

“Acho que não teve um dia que não conversássemos sobre alguma coisa. E sempre foi muito interessante, falávamos sempre sobre assuntos diversos. A partir daí marcamos alguns encontros e fomos ficando cada vez mais juntos. Começamos a namorar em dezembro, pouco mais de um mês depois que nos conhecemos. Mas foi tão natural e acolhedor que não me assustou”, conta a engenheira. 

A pandemia só apresentava duas alternativas para eles: ou ficariam totalmente distantes um do outro, respeitando a quarentena, ou ficariam juntos. E em conjunto decidiram que dividir o mesmo lar seria a melhor escolha.

“Desde o início do nosso namoro tínhamos uma rotina onde ele passava alguns dias na minha casa (eu moro longe do trabalho/casa dele), depois voltava pra casa dele, enfim, essa rotina meio incerta. A quarentena não é um momento fácil, já não podemos estar junto das nossas famílias/amigos, e daí pensamos que ficar longe um do outro seria tão massificante também. Decidimos que ele ficaria comigo durante tudo isso, e também seria um “test-drive” pra uma vida juntos no pós- pandemia”, disse Krishna Alcântara.

Rafael confessa que viver 24h juntos todos os dias da semana não é fácil, independente do tipo de relação. Mas ele e Krishna criaram uma regra de resolver tudo na cama antes de dormir. “Não tem um dia que durmamos brigados. Acho que isso é a mais importante lição que aprendemos na quarentena”, completa. 

A publicitária Ágatha Ferreira (27) e Shirley (por questões profissionais prefere não revelar outras informações) se conheceram, em 2019, na casa de uma amiga em comum. O primeiro beijo aconteceu num samba, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. “De lá para cá não nos desgrudamos mais. Acho que nossa relação começou aí. As coisas foram ficando mais intensas com o tempo e nós cada vez mais próximas”, confessa a publicitária.

Shirley trabalha com grupos em vulnerabilidade, e está exposta ao vírus com frequência, afirma Ágatha. E por esse motivo elas estão há quase dois meses sem se ver. Somente em necessidades extremas (compra de remédios etc) elas tentam marcar algum compromisso próximo uma da outra. “O difícil é que é sem nenhum contato mesmo, só temos a fala, os olhares e muita chamada de vídeo durante todo esse tempo. Essa distância tem sido cruel, mas estamos sendo o mais responsável que é possível; por nós e pelos outros.” completa. 

Planos para o Dia dos Namorados?

Bruna Sousa e Renato Rodrigues planejam comemorar o dia com uma chamada de vídeo e “se amar virtualmente”. Também pretendem um encontro pessoal (mesmo não sendo o recomendado, fica o alerta), no final de semana. A intenção é assistir algumas séries e cozinhar juntos. Bruna fará uma surpresa pro namorado, e entregará uma ilustração deles, feita por ela.

Rafael e Krishna se conheceram em um bar e começaram a namorar no ano passado

O casal Rafael e Krishna, contam que já trocaram presentes antecipadamente, “ela não aguenta esperar”, entrega Rafael. Eles estão trabalhando muito durante a quarentena, e confessam que ter um momento só dos dois tem sido um pouco difícil. “Então decidimos que teremos um dia off de tudo. Vamos preparar uma janta e ver filmes.” Comenta Krishna.

Já Ágatha e Shirley também ficarão juntas através de uma chamada de vídeo. Assistirão juntas há uma transmissão ao vivo do cantor Nando Reis e da dupla AnaVitoria. “E eu vou ler para ela alguns textinhos que fiz e alguns trechos dos dois livros da autora Ryanne Leão “Tudo Nela Brilha e Queima” e “Jamais Peço Desculpas Por Me Derramar”.” 

Para os três casais, o pós pandemia vai ser o momento de estarem mais juntos. Um mês agarradinhos ou uma viagem, é o que eles querem. 

Coletivos da Zona Oeste do Rio organizam vaquinha online para ajudar famílias de periferias 0 55

A União Coletiva pela Zona Oeste atua nos bairros de Sepetiba, Paciência e Santa Cruz distribuindo cestas básicas

Um grupo formado por 16 coletivos criou a União Coletiva pela Zona Oeste, que atende os bairros de Sepetiba, Paciência e Santa Cruz. Juntos, esses territórios  correspondem a 40% da população da região Metropolitana do Rio de Janeiro. Mais de 2.200 cestas já foram distribuídas desde o início da quarentena, em março, como uma das medidas para frear os impactos causados pela covid-19.

Segundo Day Medeiros, 31, idealizadora da rede, o intuito que motivou a formação da União foi porque, separados, os coletivos muito possivelmente não teriam condições de mobilização suficiente para suprir as demandas. “A gente sabe que esse eixo Santa Cruz, Sepetiba e Paciência é super invisibilizado, e que normalmente as coisas que chegam nas favelas do RJ demoram muito para chegar aqui, quando chegam. Aí eu disse: cara, vamos fazer porque não vai chegar, se não for a gente não vai ser ninguém.”

Os coletivos que compõem a União Coletiva pela Zona Oeste são: As Mariamas, Maria Trindade, Piracema, ONG Criar e Transformar, Cultura Zona Oeste, Espaço Cultural A Era do Rádio,  Projeto Esperança para Uma Criança de Vila Paciência, Plataforma Casa, Centro Cultural Çape- Typa, E.Coletivo, Pepuc de Vila Paciência, Movimento Territórios Diversos, Mulheres de Pedra, Nós e CIjoga, Costurart. 

Até antes da pandemia nenhum deles trabalhava diretamente com assistência social; todos pautavam atividades culturais e de educação nos locais em que atuam. Aproveitaram, no entanto, o cadastro dos participantes, mapearam quem estaria precisando de ajuda e encontraram 3.300 famílias em situação de vulnerabilidade social. 

O principal objetivo da União é acompanhar as famílias que recebem as cestas e fazer reposição. O grupo entende que é necessário dar assistência continuada, garantindo, ao menos, a alimentação das pessoas. De acordo com a Day, 90% dos atendidos são trabalhadores informais, que consequentemente tiveram queda no rendimento dado à pandemia. 

As cestas são distribuídas pelos  integrantes da União e obedece à principal decisão tomada pelo time: não fazer aglomeração. Assim, é distribuído uma senha com horário em algum ponto de encontro ou as cestas são entregues diretamente na casa de quem a solicitou. Day Medeiros aponta que, muitas vezes, as pessoas se esquecem que é importante fazer doações também pensando nos gastos com locomoção e itens de segurança da equipe.

A professora de Artes está atualmente desempregada assim como todos os voluntários da campanha. Não há como contribuir a partir de fundos próprios porque não existe. Ela conta que, apesar da situação dramática e de não saber como fará para pagar as contas no fim do mês, fica ligeiramente feliz por ajudar, mas critica os colegas que dizem compreender sua realidade. “Uma coisa é você trabalhar sendo assalariado e estar com mil coisa na cabeça, outra coisa é você estar com mil coisas na cabeça e não ter dinheiro para pagar a internet do celular.”

A idealizadora da União lamenta, não ter caixa suficiente para junho.  Em abril, a União conseguiu um financiamento pela Benfeitoria, mas o dinheiro que restou não compra 20 cestas e a demanda dos territórios é grande. Um dos principais desafios se dá porque os coletivos não têm regulamentação, dificultando a inscrição em editais filantrópicos. 

Para doar, basta fazer uma doação no site Vaka.me/961641 ou entrar em contato com as páginas no Facebook e Instagram da União.

*Foto destaque de União Coletiva pela Zona Oeste

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