Favela em Pauta muda identidade visual e lança novo site 0 230

O Favela em Pauta põe no ar hoje a nova identidade visual, com mudanças no site e nas redes sociais. O site traz navegação simplificada, com design amarelado e mais destacado, que privilegia os títulos das matérias em conjunto com as fotografias. Além da mudança visual, o site apresenta quatro categorias de temas que constantemente aparece nas publicações do FP, são eles: o acesso e garantia de direitos, cultura, antirracismo e representatividade.

O “Visão de cria”, área destinada para artigos de opinião, ganha um espaço na lateral da página inicial e flutua conforme o leitor desliza o mouse. Essa mudança visual também foi aplicada em todos os perfis das redes sociais que participamos, como o Twitter, Facebook e Instagram.

Logo abaixo das principais notícias do site, os editoriais do FP ganham um destaque sutil na linha batizada de “O que pensamos”.

A identidade visual foi elaborada e desenvolvida pela designer Gabriella Cassemiro que se inspirou na série de obras do Yazan Khalilli, chamada Color Correction (Correção de Cores, em tradução livre), na qual o artista traz os campos de refugiados da Palestina representados de forma colorida, diferente das imagens trágicas e em ruínas que vemos normalmente. “Segundo o Khalilli, a ideia de se apropriar deste cenário e tentar ressignificar o que a imagem dele representa para o espectador é um ato de resistência e esperança e este era o sentimento que eu queria trazer para a nova identidade do Favela em Pauta.”, conta Gabriella Cassemiro.

Trazendo esse pensamento para o nosso cotidiano, a designer apostou no grafite e arte de rua como referência visual. O primeiro resultado disso veio com o traço amarelo com textura e estilo de pincel que funciona como um guia visual para o olho, depois a escolha da fonte em estilo escrito à mão e baseado no design vernacular. “Criei também outro elemento a partir do formato de um buraco de bala em um muro – o buraco de bala é outra visão extremamente comum dentro das favelas, então por que não ressignificá-lo em algo que sirva ao nosso propósito?”, questiona ela após aplicar as ideias ao contexto jornalístico.

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