Chega ao fim a primeira temporada do podcast “Que Papo é Esse?” Comentários desativados em Chega ao fim a primeira temporada do podcast “Que Papo é Esse?” 426

A produção visa lançar diversos olhares, com abordagens específicas, sobre um mesmo tema, escolhido a cada temporada.

Nesta sexta-feira (02) se encerra a primeira temporada do podcast “Que Papo é Esse?”, uma produção original do Favela em Pauta que abordará temas relacionados às periferias, sob diversos prismas, mas trazendo a periferia para o centro. A primeira temporada conta com a parceria do Portal Lurdinha, Coletivo Magnífica Mundi, Afronte Coletivo e Negritar Produções, que separadamente produziram um episódio desta temporada, em colaboração com o Favela em Pauta.

A primeira temporada do Que Papo é Esse? conta ainda com o apoio do International Center For Journalists (ICFJ) e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), através do programa “Acelerando a Transformação Digital”.

Na temporada de estreia do podcast, o tema selecionado foi “O desafio do acesso à cultura nas periferias” e para abordar esse tema, contamos com nossos convidados para abordar diversidades geográfica e interseccional presentes entre os desafios no acesso à cultura nas periferias. 

Compõem a primeira temporada: o Portal Lurdinha, revista eletrônica periférica, em defesa da comunicação e cultura independente; também do Coletivo Magnífica Mundi, um grupo de jornalismo compartilhado do Cerrado brasileiro que vem contar sobre outros aspectos que tornam o acesso à cultura um desafio nas periferias de Goiânia frente a hegemonia do sertanejo.

Outra organização parceira nesta primeira edição do Que Papo é Esse? é o Afronte Coletivo, um coletivo antirracista construído por estudantes negros egressos da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE que se juntou ao Favela em Pauta para falar sobre a população LGBTQIAP+ periférica quando o assunto é pensar e viver a cultura na periferia.

E encerrando a primeira temporada, temos a contribuição da Negritar Produções, de Belém do Pará, que se apresenta como uma produtora audiovisual e cultural negra, periférica e amazônica. A Negritar chega com a contribuição do olhar sobre a cena cultural periférica e negra das periferias de cantos do Norte do país.

Que Papo é Esse? #1 – Os desafios do acesso à cultura na Baixada Fluminense

Nesse primeiro episódio, contamos com a parceria do Portal @lurdinhadecaxias e as falas de Alexandra Mércia, a @malebxd , produtora cultural da Baixada Fluminense e do Gelson Henrique, coordenador da @iniciativapipa , a qual mencionamos no episódio, tudo pra falar de alguns aspectos que atravessam e dificultam o acesso à cultura na Baixada Fluminense, região periférica do Rio de Janeiro.

Que Papo é Esse? #2 – A pluralidade musical em Goiás e a hegemonia do sertanejo

No segundo episódio do “Que Papo é Esse?” falamos sobre a pluralidade musical em Goiás e a hegemonia do sertanejo. Para essa conversa Ludmila Almeida, do Coletivo @magnificamundi, junto a Ana Clara, Sisth Dani e Lene Black apontaram sobre o racismo musical nesse Estado e as consequências do imperialismo de um estilo musical que se torna referência de estilo de vida.

Que Papo é Esse? #3 – A inserção da população LGBTQIAP+ na cultura periférica

O terceiro episódio do “Que papo é esse?” vai lá pra Recife conversar sobre como a população LGBTQIAP+ se insere no rolê das culturas urbanas periféricas que a gente ama, mas sabe que tem suas problemáticas.

A equipe do Afronte Coletivo, conversou com Danilo Medeiros, cineasta e diretor do documentário @bregaqueens , que conta um pouco da história de algumas personalidades lgbtqiap+ relevantes no cenário do Bregafunk do Recife.

Que Papo é Esse? #4 – A produção cultural das periferias e comunidades tradicionais da Amazônia, nos estados do Amapá, Amazonas, Maranhão e Pará

O episódio de encerramento do “Que Papo é Esse?” traz a Negritar Filmes e Produções, que nos leva a uma viagem pelas periferias e comunidades tradicionais da Amazônia, incluindo os estados do Amapá, Amazonas, Maranhão e Pará.

Nesse encerramento vimos como as comunidades tradicionais se organizam e oferecem soluções para a cultura e demais setores da sociedade, que a periferia, os povos da floresta e demais comunidades têm saber suficiente pra contribuir em solucionar muitas questões da sociedade civil.


Imagem destacada: arte por Lethicia Amâncio | Texto: Renato Silva | Edição: Ludmila Almeida

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