Tecnogueto: Inscrições abertas para Curso Gratuito de Formação de Programadores 0 34

Projeto está com inscrições abertas e vai oferecer formação completa gratuita em programação ao longo de quatro meses. A ideia é que estudantes saiam direto para o mercado de trabalho

O Tecnogueto, projeto que vai abrir as portas do mercado de tecnologia, está com inscrições abertas para o Curso Gratuito de Formação de Programadores. Jovens, a partir de 16 anos, com interesse nas ferramentas digitais, vão receber treinamentos interdisciplinares de profissionais renomados de grandes empresas. Em quatro meses de curso, a ideia é que os participantes cumpram todas as disciplinas, recebam acompanhamento e sejam encaminhados ao mercado de trabalho.

O projeto é inteiramente gratuito. Todos os alunos terão transporte até o local das aulas e vão receber todo o material didático, como apostilas, cadernos e canetas. Diariamente, também será oferecido um lanche.

“Procuramos pessoas que sejam curiosas, determinadas, com sede de conhecimento e prontas para novos desafios. A gente sabe que há muitos jovens talentosos morando em comunidades. O que eles precisam é de oportunidades. Nosso projeto tem o objetivo de ser a porta de entrada para quem deseja ter destaque numa profissão de futuro. Vamos preparar meninos e meninas que estão buscando conhecimento e levá-los ao mercado”, afirma Rodrigo Ribeiro, programador e idealizador do Tecnogueto.

Dividido em módulos, o projeto é ideal para quem não tem conhecimento em programação. O curso terá aulas que vão desde os conhecimento básicos até as linguagens de software mais complexas. Segundo a programação, os encontros vão ocorrer de segunda a quinta, a partir do dia 4 de março, na Barra da Tijuca. Os encontros serão alternados entre as aulas de programação e de inglês.

“Vamos fortalecer a autonomia de cada aluno, a criatividade, o trabalho em equipe e desenvolvimento socioemocional. Os conteúdos dos cursos foram preparados para todos os alunos. As aulas foram pensadas para que gradativamente todos os participantes consigam se desenvolver”, conta Rodrigo.

Além do programador Rodrigo Ribeiro e do fundador do Hotel Urbano, João Ricardo, também faz parte do projeto o designer gráfico Hugo Falcão. Completam o time a psicóloga, com formação sistêmica e atuação atrelada à área de Recursos Humanos, Bruna Zonis, e a professora de idiomas Gizele Castro.

Para participar, é preciso apenas se inscrever neste formulário e aguardar o resultado da seleção. O período de inscrições vai até 3 de dezembro de 2018.

Mais informações: tecnogueto@gmail.com
Inscrições: www.tecnogueto.com.br

Favela em Pauta lança newsletter: veja como se cadastrar e receber 2 39

Chegou 2020 e nós queremos convidar você para assinar a newsletter do Favela em Pauta, chamada #RedaçãoFavela. Mensalmente você irá receber no seu e-mail um apanhado de conteúdo feito por profissionais favelados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, além das reportagens do Favela em Pauta.

A partir da newsletter, o Favela em Pauta reforça a narrativa que se contrapõe à estabelecida por grandes empresas de mídia, que enxergam favelas e periferias como desertos de informação. Tratando moradores como sub-população, atendendo aos interesses de governos e patrocinadores poderosos. 

O jornalismo de verdade está e é produzido de dentro das favelas, por quem vivencia a notícia e interage com ela no dia-a-dia, não mais por quem simplesmente assiste de fora e resolve contar uma versão adaptada ao gosto de quem paga por ela. 

Os profissionais que produzem diariamente jornalismo, conteúdo multimídia, material técnico e científico de qualidade, mas que por muito tempo foram e ainda são tratados apenas como fonte de informação – geralmente a custo zero – que há algum tempo reivindicam esse local de visibilidade e importância.

O #RedaçãoFavela é fruto de conversas que se iniciaram em 2017, quando o Favela em Pauta organizou um grupo de jornalistas e profissionais de comunicação favelados com a intenção de fortalecer o trabalho de cada um, seja através de formação profissional, ou mesmo para ampliar o alcance que cada um tem individualmente. 

Em articulação com a ABRAJI, os comunicadores periféricos participaram de um curso sobre jornalismo de dados com foco em bases eleitorais, oferecido pela ABRAJI em parceria com a UNISUAM, em Bonsucesso, na zona norte do Rio.

O fortalecimento do diálogo com a ABRAJI possibilitou a participação de 16 estudantes e profissionais de jornalismo no no 14º Congresso de Jornalismo Investigativo da ABRAJI (2019), em São Paulo. A iniciativa contou com apoio de doadores anônimos e da organização Repórteres Sem Fronteiras, responsável pelo custeio do transporte e estadia dos jovens comunicadores que receberam também os ingressos através da própria ABRAJI para acessar o evento.

O caminho que já percorremos é inspirador, mas com o apoio de cada leitor, sabemos que vamos conseguir voar ainda mais alto. Preencha o formulário abaixo para receber um conteúdo com novas perspectivas. Não enviaremos spam.

Conheça o Natal Encantado das crianças de Jardim Gramacho 0 56

Criançada do Jardim Gramacho brincando na festa de Natal.

No dia 15 de dezembro as crianças da Favela Parque Planetário, em Jardim Gramacho, tiveram um dia para sorrir muito e agradecer aos “tios” do Projeto Ame pela festa que foi um verdadeiro Natal Encantado. O evento aconteceu em um sítio em Xerém, bairro vizinho, que também fica localizado em Duque de Caxias – Baixada Fluminense.

Mais de 60 crianças saíram da comunidade, em um ônibus cedido em forma de doação pela Viação Vera Cruz, a caminho de um dia repleto de brincadeiras, diversão, muitos sorrisos e presentes.

A festa de Natal só foi possível por conta de doações de diversas pessoas de todo o estado, alcançadas através das redes sociais, e do trabalho de voluntários do projeto social, que hoje é formado por 167 pessoas, e administrado por 5 mulheres: Thayane Matos, a fundadora do projeto, Tatiana Dantas, Mariana Mendonça, Nágila Souza e Giselle Morgana.

A favela beneficiada pelas ações do grupo vive uma realidade muito delicada. Ela fica bem próxima ao antigo Lixão do Jardim Gramacho, que foi desativado em 3 de junho de 2012, deixando muitos moradores sem a única opção de trabalho a que tinham acesso.

A Favela Parque Planetário, próxima do antigo lixão e distante dos olhos da prefeitura.
A Favela Parque Planetário, próxima do antigo lixão e distante dos olhos da prefeitura.

A Lei 12.305/10 determinou o fechamento dos lixões e instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas boa parte dos moradores tirava o sustento da família da coleta de recicláveis e terminou prejudicada.

Essa parcela da comunidade teve mais uma dificuldade somada às faltas de saneamento, saúde, segurança, educação, lazer e outros direitos básicos que permanecem inacessíveis. Tudo isso, graças às gestões da prefeitura de Caxias, que segue fechando os olhos para a localidade.


Moradores contam que a vida de quem tirava a renda mensal do lixão ficou péssima após a desativação. Famílias passaram a conviver com necessidades que antes eram supridas pelo trabalho com a reciclagem. Os depósitos, que davam trabalho para muitos, hoje já não têm tanta demanda, o que dificulta mais.

A moradora Sandra Gonçalves conta que as coisas começaram a melhorar com as doações, mas a vida chegou a momentos ainda mais difíceis. “Eu mesma, passei muita necessidade, não tenho marido, criei minhas filhas pagando aluguel. Trabalhava em depósito de dia e no lixão de noite. Quando acabou, chegou ao ponto de eu ter um pão e não tomar café, para ver minhas filhas comendo, por que eu não tinha trabalho”, explica.

Solidariedade e o início da missão de ajudar

A iniciativa de organizar voluntários, coletar doações e dispôr de dias inteiros de trabalho para entrega de cestas, brinquedos e afeto nasceu há apenas 6 meses e já alcançou mais de 200 pessoas.

Números alcançados pelo Projeto Ame em apenas metade de 2019.
Números alcançados pelo Projeto Ame em apenas metade de 2019.

Essas marcas foram atingidas apenas por conta do esforço coletivo de uma rede de pessoas de Duque de Caxias e municípios vizinhos, já que o grupo não conta com apoio político, nem mesmo órgãos oficiais do município, nem de outras esferas públicas.

O projeto atende regularmente a 23 famílias cadastradas, mas sempre acaba beneficiando novas famílias. Isso acontece por que todo mês os voluntários superam a meta estabelecida possibilitando uma atuação mais ampla.

Responsável pela iniciativa, Thayane Matos conta que a ideia do projeto veio após o tratamento da depressão, como uma forma de dar sentido ao que entende por sua missão: doar amor e atenção. “Hoje eu digo que vou doar amor e recebo o dobro. Me sinto curada e em troca fazemos o nosso melhor por eles”.

O perfil no instagram – identificado como @todospelolixao – nasceu só com a intenção de mostrar o que de fato era feito com os alimentos arrecadados. Hoje o projeto conta com uma legião de dezenas de outros voluntários, mas a organizadora garante que a motivação é maior. “Mesmo se um dia não tiver ninguém do meu lado, eu vou continuar indo… eu aprendi que o amor e a gratidão curam tudo”.

A ONG tem alcançado muitas metas que sequer foram projetadas antes, mas a fundadora garante que, nesse encerramento do primeiro ano, a organização carrega um desejo para o futuro próximo: construir um espaço onde as crianças possam conhecer um mundo novo, além de doações e festas. Possibilitando capacitação cidadã aos adultos para garantir que as crianças continuem estudando.

Se você tiver interesse em contribuir com as ações do projeto, basta buscar o @todospelolixao no instagram e chamar no direct. Eles vão te dar todas as opções de participação e responder qualquer dúvida que tiver.

 

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