Foto: Tiago Zenero/PNUD Brasil

O Dia Internacional de Luta das Mulheres promete um momento histórico e decisivo na democracia recente do Brasil. Dezenas de manifestações estão programadas para os dias 6, 8 e 9 de março em diversas cidades do país.

Os atos vão acontecer em praças, ocupações por moradia, na frente de sedes da defensoria pública, em praias e outros tradicionais pontos de luta popular por direitos e em defesa da democracia.

No Rio de Janeiro, a concentração será na praça da Candelária, no dia 9, próximo ao local onde a vereadora negra Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018. O ato tem como mote ‘Mulheres Contra Bolsonaro por Nossas Vidas, Democracias e Direitos, por Justiça a Marielles, Claudias e Dandaras.

“As diversas organizações e movimentos independentes de mulheres negras, lá atrás, já vinham denunciando que a pauta apresentada pelo governo [do presidente Jair] Bolsonaro, do ponto de vista tanto econômico, quanto político para a Segurança Pública, era uma pauta que exterminaria as mulheres negras. Não é a toa que deixamos muito nítido as mortes de mulheres negras na nossa consigna deste ano”, diz Luka Franca, umas das organizadoras do 8M.

Em São Paulo, o bloco da Marcha das Mulheres Negras fará parte dos protestos que também representa uma continuidade da luta do “Ele Não” iniciada em 2018. O extermínio da juventude negra e o aumento exorbitante do feminicídio de mulheres negras servem como estopim para a discussão profunda do feminismo.

“Com essa retirada de lugar de um feminismo universalizante, que é branco, que é hétero, cis-normativo, a gente vem conseguindo desconstruir e avançar dentro dos processos de mobilização”, disse Luka.

Este ano, como aconteceu em edições anteriores, as mulheres negras vão marcar uma posição política contundente nos atos.

“Alguns movimentos têm muito o que aprender com nós mulheres, porque mesmo nas nossas diferenças e diversidades buscamos, e normalmente encontramos, uma unidade. Em 2018, o 8M teve pela primeira vez as mulheres negras e indígenas na frente. Foi muito importante. A ideia é que isso se repita em 2020”, disse Juliana Gonçalves, umas das organizadoras da Marcha das Mulheres Negras em SP.

Confira a lista dos atos por todo o país:

Nordeste

08.3 – Sergipe, Aracajú, 9h, no Arco da Orla
08.3 – Alagoas, Maceió, 14h, em Frente ao Iate Clube
08.3 – Rio Grande do Norte, Natal, 8h, na praça das Flores
08.3 – Bahia, Salvador, 9h, no Cristo da Barra
08.3 – Paraíba, João Pessoa, 15h, no busto de Tambaú
08.3 – Ceará, Fortaleza, 13h, no centro do Dragão do Mar

Norte

08.3 – Tocantis, Palmas, 7h, na feira da Alreny I
08.3 – Pará, Belém, 9h, na escadinha da estação das Docas
06.3 – Roraima, Boa Vista, 9h, em frente ao INSS

Sudeste

08.3 – São Paulo, São Paulo, 14h, no Masp
08.3 – Minas Gerais, Belo Horizonte, 14h, na ocupação Pátria Livre
09.3 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 17h, na praça da Candelária
06.3 – Espírito Santo, Vitória, 15h, em frente à sede da Defensoria Pública
08.3 – Espírito Santo, Vitória, 15h, no parque Moscoso

Centro-Oeste

06.3 – Goiás, Goiânia, 15h, na Faculdade de Educação, setor Leste universitário

Sul

08.3 – Paraná, Curitiba, 9h, Parolin.

Texto / Juca Guimarães | Edição / Simone Freire | Imagem / Tiago Zenero/PNUD Brasil

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